Sobre manter amizade com uma pessoa casada e do sexo oposto.
Confesso que tenho certa aversão às recomendações rasas, trazidas geralmente em tópicos, como se fossem receitas de bolo e que de grosso modo podem ser interpretadas como legalismo; não promovendo nenhuma transformação interior verdadeira.
No entanto, precisei ceder um pouco quanto a isso quando tentei falar neste assunto: a relação de amizade entre pessoas solteiras e casadas. (Não por considerar raso e falso o que escrevi, mas justamente por serem em tópicos, e exemplificando situações cotidianas, pode se assemelhar um pouco com os manuais que ditam regras, sem propósito. Desejo que o meu traga o propósito que tive em mente, para a glória de Deus).
Talvez seria interessante analisar esses tópicos como minha visão pessoal sobre o tema. E, quem sabe, isso possa trazer algum acréscimo, ou até mesmo levar à reflexão que te trará acréscimos. Enfim, não sou casada (ainda), mas já vivenciei a tal relação descrita, onde eu era a parte “solteira” e a outra parte a “casada”.
Também quero frisar que amizade entre homem e mulher (solteiros) precisa de certos limites e cuidados que não serão abordados aqui de modo direto, mas pode trazer alguns parâmetros de modo indireto e não menos proveitoso.
Outro adendo: às vezes falarei usando o homem como exemplo, ou a mulher. Em ambos os casos, as recomendações servem para os dois.
Como manter amizade com uma pessoa do sexo oposto que é casada.
1) Não queira o posto de melhor amiga(o). O melhor amigo da esposa é seu esposo, e a melhor amiga do esposo é sua esposa. Não tente pleitear esse posto! A Escritura diz que o esposo deve amar sua esposa além do que ama a si mesmo, então é na esposa que ele encontrará a amizade primordial. Isso não significa que um homem casado será recluso a comunicar-se somente com sua esposa. Ele pode e deve ter um convívio social, mas tenha em mente que o(a) melhor amigo(a) de uma pessoa casada sempre será o seu cônjuge.
2) Um homem casado deve ter um melhor amigo homem, a quem poderá ter como conselheiro e conversará de igual para igual. Uma mulher cristã casada também precisa encontrar uma amiga piedosa a quem possa receber conselhos. Na verdade, todo cristão precisa de um melhor amigo cristão, pois nosso caráter também é formado através de associação... logo, é muito proveitoso às moças se espelharem em mulheres cristãs e, aos moços, o mesmo critério é válido.
3) Cuide para que a pessoa casada não fale mal do cônjuge para você. Um homem casado não deve falar mal da sua esposa para ninguém, muito menos para outra mulher. Nisso poderão nascer brechas comparativas. É como se, nas entrelinhas, contivesse o seguinte “você é uma mulher superior à minha, logo, posso falar para você sobre tudo que me desagrada nela”. Como dito no tópico 2, se alguém enfrenta algum problema no casamento, deve tratar com alguém que possa lhe ser conselheiro(a). Creio que o indispensável é que seja uma pessoa do mesmo sexo e também casada, para que, com sua carga de experiência, possa tratar do assunto de modo bíblico e prático. Se a pessoa casada não compreende isso e insiste em falar mal do cônjuge para você, seja a parte responsável e corte esse tipo de tema.
4) Falar “bem” do cônjuge, mas citando a intimidade do casal, é errado. O leito conjugal deve ser sem mácula. Compartilhar o que ocorre entre quatro paredes sem que haja um propósito para tal é expor da intimidade que Deus forneceu apenas aos dois. Então, haveria propósito em expor da intimidade? Sim, creio ser comum dúvidas sobre sexualidade, ou que algum dos dois sofra de alguma disfunção. No caso, há a necessidade de expor, porém, se for alguma disfunção, deve ser tratado com um médico ou psicólogo, e se for dúvidas, deve ser aplicado o mesmo do item 2 – buscar algum cristão piedoso e casado, para que possa sanar as dúvidas, ou até mesmo os próprios pais que possuem temor bíblico. Enxergo como falta de respeito quem fala sobre como é o sexo no casamento pelo simples motivo de expor. Ninguém gostaria de ficar nu em uma sala repleta de pessoas desconhecidas, logo vejo como exposição danosa entregar a intimidade do casal a quem é desconhecido do casamento. Apenas duas pessoas fazem parte da sexualidade do casamento, então guarde isso como tesouro. Se você ainda não desfruta desse tesouro, se abstenha a vislumbrar daquilo que pertence ao outro. E, novamente, se a pessoa casada não consegue enxergar isso, seja o responsável em dar os limites.
5) Mesmo que o cônjuge não te trate como melhor amigo(a), há mais assuntos que devem ser evitados. Eu, em minha falta de entendimento e experiência, por muito tempo, mantive certa amizade com um homem cristão casado. Não havia brechas para adultério em nossa relação (e glória a Deus por isso), mas comecei a perceber que muitos assuntos que estavam sendo expostos para mim, deveriam ser do conhecimento da esposa dele. Por exemplo: problema no trabalho, cansaço, compartilhamento de momentos bons... Eu não queria ser a primeira opção desse homem em dividir tais assuntos e comecei a me pôr no lugar da esposa; logo, entendi que quando me casar, não quero que meu marido tenha em outra mulher a primeira opção em reclamar algo ou contar uma notícia boa. Como dito no item 1, isso não significa que uma pessoa casada deve falar de tudo, apenas e exclusivamente com seu cônjuge, mas com certeza o cônjuge deve ser o refúgio e primeira opção (salvo os casos em que a pessoa precisa de aconselhamento sobre a relação, então procurará alguém externo ao casamento, conforme mencionado no item 2).
6) Se você tem amizade com uma pessoa casada, se aproxime do cônjuge dela. Sei e entendo que amizade é algo não-programado (Lewis fala sobre isso no livro Os Quatro Amores), então você pode se identificar de algum modo com o esposo e nutrir amizade respeitosa por ele, sem se identificar (no sentido de amizade) com a esposa. Mas você não deve excluí-la da amizade de vocês. Claro que o responsável por esse casamento é o marido e é a obrigação dele trazer para o casamento as amizades que mantém, mas talvez há coisas que você possa fazer em demonstração de respeito. Por exemplo, você é amiga do esposo, de modo respeitoso, mas nas redes sociais, curte e comenta apenas fotos dele sozinho, ou assuntos relativos apenas a ele... Isso pode parecer bobo, mas demostra que você só está interessada em uma parte do casal, mesmo que o interesse seja bom, e é apenas no sentido bom e santo que estamos falando, haja vista que qualquer interesse profano nem precisa ser defendido ou destrinchado. Portanto, começar a seguir a esposa nas redes sociais, interagir a assuntos que dizem respeito a ela, mostrará que você não é uma afronta ao casamento e que, como o casal é uma só carne, você não está a desprezar parte dessa “carne”.
7) Em complemento ao item 6, evite programas em que você se encontrará sozinho(a) com um dos cônjuges. Sei que isso nem sempre é inevitável. Por exemplo, em uma pausa pro café no trabalho, você e a pessoa casada acabam por sentar próximos ou mesmo juntos na mesma mesa da lanchonete – tal situação, ao meu modo de ver é normal, e plenamente aceitável para pessoas respeitosas e decentes. Evitar situação comum pode ser doentio e nocivo até mesmo à saúde mental. Entretanto se você deseja, por exemplo, marcar uma tarde de estudo para o exame da faculdade, em que você e a pessoa casada são os únicos que irão fazer o exame, obviamente você não ficará sozinha com ela na sua casa. Convidará o esposo ou a esposa, ou sugerirá que o estudo ocorra na casa do cônjuge, onde a esposa ou esposo estarão presentes. Se você proceder conforme o item 6, não será desconfortável a presença do cônjuge do seu(a) amigo(a), já que você nunca o excluiu.
Retomando a referência que foi utilizada: “Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; [...]” Hebreus 13.4, corroborando com os comentários da bíblia de Genebra, preservar o leito conjugal de máculas está além de fugir da pornografia e adultérios. Os cristãos são tentados a todo momento, e também podem ser tentados sexualmente. Nem sempre a tentação virá escrachada, e preservar aquilo que pode ser danoso ao casamento é muito importante. Em última análise, guardar o leito de toda mácula é honrar a Deus, e isso engloba muitos pontos. “O antídoto para essa imoralidade não é autonegação ascética, mas uma apreciação correta da honra que Deus concedeu do relacionamento conjugal. (Comentário da Bíblia de Genebra sobre Hebreus 13.4)."
Por fim, quero dizer que esse texto surgiu da necessidade de levar à reflexão as pessoas que, por vezes, não possuem malícia em manter amizade com pessoas casadas, mas nunca pararam para refletir sobre os cuidados que isso impõe. Não quero tratar homens ou mulheres casados e cristãos como potenciais adúlteros e que profanarão o casamento na primeira oportunidade de contato que tiver com o sexo oposto, como animais irracionais e selvagens... Longe disso! Sei que, em primeira instância, os responsáveis por guardar o casamento serão os estão casados, mas, por vezes, também por falta de entendimento, tais pessoas podem falhar e acabar ignorando alguns cuidados.
Então nós, que lidamos com o casamento alheio, como descrito, em amizade, somos levados a nos guardar de nos envolvermos na falta do cuidado alheio. Também sei que o texto não abordou tudo que o assunto merece, mas pode ser um ponto inicial para que cada um busque se aprofundar na seriedade do casamento.
Que Deus nos ajude!
Fernanda Araújo.
(A reprodução do texto é autorizada, desde que sejam citados autora e blog).
No entanto, precisei ceder um pouco quanto a isso quando tentei falar neste assunto: a relação de amizade entre pessoas solteiras e casadas. (Não por considerar raso e falso o que escrevi, mas justamente por serem em tópicos, e exemplificando situações cotidianas, pode se assemelhar um pouco com os manuais que ditam regras, sem propósito. Desejo que o meu traga o propósito que tive em mente, para a glória de Deus).
Talvez seria interessante analisar esses tópicos como minha visão pessoal sobre o tema. E, quem sabe, isso possa trazer algum acréscimo, ou até mesmo levar à reflexão que te trará acréscimos. Enfim, não sou casada (ainda), mas já vivenciei a tal relação descrita, onde eu era a parte “solteira” e a outra parte a “casada”.
Também quero frisar que amizade entre homem e mulher (solteiros) precisa de certos limites e cuidados que não serão abordados aqui de modo direto, mas pode trazer alguns parâmetros de modo indireto e não menos proveitoso.
Outro adendo: às vezes falarei usando o homem como exemplo, ou a mulher. Em ambos os casos, as recomendações servem para os dois.
Como manter amizade com uma pessoa do sexo oposto que é casada.
1) Não queira o posto de melhor amiga(o). O melhor amigo da esposa é seu esposo, e a melhor amiga do esposo é sua esposa. Não tente pleitear esse posto! A Escritura diz que o esposo deve amar sua esposa além do que ama a si mesmo, então é na esposa que ele encontrará a amizade primordial. Isso não significa que um homem casado será recluso a comunicar-se somente com sua esposa. Ele pode e deve ter um convívio social, mas tenha em mente que o(a) melhor amigo(a) de uma pessoa casada sempre será o seu cônjuge.
2) Um homem casado deve ter um melhor amigo homem, a quem poderá ter como conselheiro e conversará de igual para igual. Uma mulher cristã casada também precisa encontrar uma amiga piedosa a quem possa receber conselhos. Na verdade, todo cristão precisa de um melhor amigo cristão, pois nosso caráter também é formado através de associação... logo, é muito proveitoso às moças se espelharem em mulheres cristãs e, aos moços, o mesmo critério é válido.
3) Cuide para que a pessoa casada não fale mal do cônjuge para você. Um homem casado não deve falar mal da sua esposa para ninguém, muito menos para outra mulher. Nisso poderão nascer brechas comparativas. É como se, nas entrelinhas, contivesse o seguinte “você é uma mulher superior à minha, logo, posso falar para você sobre tudo que me desagrada nela”. Como dito no tópico 2, se alguém enfrenta algum problema no casamento, deve tratar com alguém que possa lhe ser conselheiro(a). Creio que o indispensável é que seja uma pessoa do mesmo sexo e também casada, para que, com sua carga de experiência, possa tratar do assunto de modo bíblico e prático. Se a pessoa casada não compreende isso e insiste em falar mal do cônjuge para você, seja a parte responsável e corte esse tipo de tema.
4) Falar “bem” do cônjuge, mas citando a intimidade do casal, é errado. O leito conjugal deve ser sem mácula. Compartilhar o que ocorre entre quatro paredes sem que haja um propósito para tal é expor da intimidade que Deus forneceu apenas aos dois. Então, haveria propósito em expor da intimidade? Sim, creio ser comum dúvidas sobre sexualidade, ou que algum dos dois sofra de alguma disfunção. No caso, há a necessidade de expor, porém, se for alguma disfunção, deve ser tratado com um médico ou psicólogo, e se for dúvidas, deve ser aplicado o mesmo do item 2 – buscar algum cristão piedoso e casado, para que possa sanar as dúvidas, ou até mesmo os próprios pais que possuem temor bíblico. Enxergo como falta de respeito quem fala sobre como é o sexo no casamento pelo simples motivo de expor. Ninguém gostaria de ficar nu em uma sala repleta de pessoas desconhecidas, logo vejo como exposição danosa entregar a intimidade do casal a quem é desconhecido do casamento. Apenas duas pessoas fazem parte da sexualidade do casamento, então guarde isso como tesouro. Se você ainda não desfruta desse tesouro, se abstenha a vislumbrar daquilo que pertence ao outro. E, novamente, se a pessoa casada não consegue enxergar isso, seja o responsável em dar os limites.
5) Mesmo que o cônjuge não te trate como melhor amigo(a), há mais assuntos que devem ser evitados. Eu, em minha falta de entendimento e experiência, por muito tempo, mantive certa amizade com um homem cristão casado. Não havia brechas para adultério em nossa relação (e glória a Deus por isso), mas comecei a perceber que muitos assuntos que estavam sendo expostos para mim, deveriam ser do conhecimento da esposa dele. Por exemplo: problema no trabalho, cansaço, compartilhamento de momentos bons... Eu não queria ser a primeira opção desse homem em dividir tais assuntos e comecei a me pôr no lugar da esposa; logo, entendi que quando me casar, não quero que meu marido tenha em outra mulher a primeira opção em reclamar algo ou contar uma notícia boa. Como dito no item 1, isso não significa que uma pessoa casada deve falar de tudo, apenas e exclusivamente com seu cônjuge, mas com certeza o cônjuge deve ser o refúgio e primeira opção (salvo os casos em que a pessoa precisa de aconselhamento sobre a relação, então procurará alguém externo ao casamento, conforme mencionado no item 2).
6) Se você tem amizade com uma pessoa casada, se aproxime do cônjuge dela. Sei e entendo que amizade é algo não-programado (Lewis fala sobre isso no livro Os Quatro Amores), então você pode se identificar de algum modo com o esposo e nutrir amizade respeitosa por ele, sem se identificar (no sentido de amizade) com a esposa. Mas você não deve excluí-la da amizade de vocês. Claro que o responsável por esse casamento é o marido e é a obrigação dele trazer para o casamento as amizades que mantém, mas talvez há coisas que você possa fazer em demonstração de respeito. Por exemplo, você é amiga do esposo, de modo respeitoso, mas nas redes sociais, curte e comenta apenas fotos dele sozinho, ou assuntos relativos apenas a ele... Isso pode parecer bobo, mas demostra que você só está interessada em uma parte do casal, mesmo que o interesse seja bom, e é apenas no sentido bom e santo que estamos falando, haja vista que qualquer interesse profano nem precisa ser defendido ou destrinchado. Portanto, começar a seguir a esposa nas redes sociais, interagir a assuntos que dizem respeito a ela, mostrará que você não é uma afronta ao casamento e que, como o casal é uma só carne, você não está a desprezar parte dessa “carne”.
7) Em complemento ao item 6, evite programas em que você se encontrará sozinho(a) com um dos cônjuges. Sei que isso nem sempre é inevitável. Por exemplo, em uma pausa pro café no trabalho, você e a pessoa casada acabam por sentar próximos ou mesmo juntos na mesma mesa da lanchonete – tal situação, ao meu modo de ver é normal, e plenamente aceitável para pessoas respeitosas e decentes. Evitar situação comum pode ser doentio e nocivo até mesmo à saúde mental. Entretanto se você deseja, por exemplo, marcar uma tarde de estudo para o exame da faculdade, em que você e a pessoa casada são os únicos que irão fazer o exame, obviamente você não ficará sozinha com ela na sua casa. Convidará o esposo ou a esposa, ou sugerirá que o estudo ocorra na casa do cônjuge, onde a esposa ou esposo estarão presentes. Se você proceder conforme o item 6, não será desconfortável a presença do cônjuge do seu(a) amigo(a), já que você nunca o excluiu.
Retomando a referência que foi utilizada: “Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; [...]” Hebreus 13.4, corroborando com os comentários da bíblia de Genebra, preservar o leito conjugal de máculas está além de fugir da pornografia e adultérios. Os cristãos são tentados a todo momento, e também podem ser tentados sexualmente. Nem sempre a tentação virá escrachada, e preservar aquilo que pode ser danoso ao casamento é muito importante. Em última análise, guardar o leito de toda mácula é honrar a Deus, e isso engloba muitos pontos. “O antídoto para essa imoralidade não é autonegação ascética, mas uma apreciação correta da honra que Deus concedeu do relacionamento conjugal. (Comentário da Bíblia de Genebra sobre Hebreus 13.4)."
Por fim, quero dizer que esse texto surgiu da necessidade de levar à reflexão as pessoas que, por vezes, não possuem malícia em manter amizade com pessoas casadas, mas nunca pararam para refletir sobre os cuidados que isso impõe. Não quero tratar homens ou mulheres casados e cristãos como potenciais adúlteros e que profanarão o casamento na primeira oportunidade de contato que tiver com o sexo oposto, como animais irracionais e selvagens... Longe disso! Sei que, em primeira instância, os responsáveis por guardar o casamento serão os estão casados, mas, por vezes, também por falta de entendimento, tais pessoas podem falhar e acabar ignorando alguns cuidados.
Então nós, que lidamos com o casamento alheio, como descrito, em amizade, somos levados a nos guardar de nos envolvermos na falta do cuidado alheio. Também sei que o texto não abordou tudo que o assunto merece, mas pode ser um ponto inicial para que cada um busque se aprofundar na seriedade do casamento.
Que Deus nos ajude!
Fernanda Araújo.
(A reprodução do texto é autorizada, desde que sejam citados autora e blog).



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