Fuja da defraudação: um apelo para o retorno ao amor sacrificial.
O amor sacrificial é o amor de Cristo. É vão descrevê-lo em contexto de casamento, sem atrelá-lo a Cristo, isso seria tolice. Então, aprendamos com Aquele que fez o maior sacrifício que esse universo já viu ou verá, e tudo isso por amor.
Esse não é um aprendizado direcionado a homens casados. Esse é um aprendizado direcionado a HOMENS, sejam solteiros, namorados, noivos ou casados. Também cabe às mulheres, pois além de ser uma visão bíblica sobre o tema (e todo crente deve se inteirar dos temas bíblicos), fornece agregação aos critérios para que, se solteiras, saibam diferenciar um homem bíblico de um homem carnal. Afinal, apenas com a visão bíblica sobre o tema, homens deixarão de ser defraudadores e mulheres fugirão dos que ainda assim permanecem.
Quando Deus nos deu a hombridade em nossa humanidade, Ele, automaticamente, nos obrigou a assimilar e a praticar os ensinamentos bíblicos, que, mesmo se não forem de imediato direcionados à uma esposa, podem e devem ser direcionados em prol de mãe, irmã, e demais mulheres ao nosso redor. Nosso dever é SER HOMEM e isso implica significado em si mesmo, não carecendo de uma condição como “seja homem quando se casar”. Logo, SEJA HOMEM mesmo que ainda solteiro.
A masculinidade gera responsabilidade por si só.
No que tange ao amor sacrificial, o apóstolo Paulo nos ensina: “Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. Porque nunca ninguém odiou a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja; porque somos membros do seu corpo, da sua carne, e dos seus ossos. Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa carne.” Efésios 5.25-31.
O amor pela esposa exige sacrifícios, haverá situações de conflito em que nos é exigido escolhas desconfortáveis e contrárias à nossa vontade, mas se não formos sábios para analisar o contexto e escolher a opção que mais está de acordo com o ensino das escrituras, estaremos pecando contra Deus e fugindo do padrão de Cristo para nós.
Com isso, não digo de forma alguma para sermos omissos ou coniventes com erros dos nossos cônjuges, Jesus jamais seria conivente com o pecado, pelo contrário o correto a se fazer é exatamente sacrificar nossas vontades pecaminosas (e as do cônjuge) e nos voltarmos para Deus em santidade.
Como a Escritura nos ensina, o sacrifício de Cristo em favor da igreja é para SANTIFICÁ-LA E PURIFICÁ-LA (Ef. 5.26) para que então a noiva possa ser apresentada pelo próprio Senhor “como igreja gloriosa, sem mancha, nem ruga, nem qualquer coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.” (Ef. 5.27). E muita das vezes é exatamente nesse ponto que nós homens, em nossa condição de pecadores, sofremos na terrível batalha contra nossos pecados.
Sacrificar nossas vontades, nosso conforto, nossos desejos e até mesmo nossas vidas é o que Jesus exige de nós, afinal, toda autoridade é revestida de algum poder, e todo poder exige muita responsabilidade.
O conforto, a alegria e a segurança daquela que está debaixo do nosso cuidado deve ser prioridade em nossas vidas, o combustível para enfrentar as adversidades e a esperança de apresentá-la como uma noiva GLORIOSA.
Durante toda sua caminhada aqui na terra Jesus serviu a Deus e levou uma vida repleta de sacrifícios que culminou na cruz, honrando a Deus como filho, e consequentemente, foi honrado pelo Pai. Que exemplo maravilhoso que temos a seguir: Jesus! “Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.” Filipenses 2:6-11
O que Deus exige que façamos no capítulo 5 de Efésios não é nada menos que copiar seu próprio Filho. Se o próprio Deus Filho que teria todo o direito de ser servido escolheu servir, quem somos nós para pleitear limites aos nossos sacrifícios?
Portanto sejamos nós, homens, os primeiros a sacrificar nossa vontade, nossos desejos pecaminosos e nosso “eu” para amar verdadeiramente, sacrificialmente a mulher (com quem fizemos ou iremos fazer uma aliança perpétua). E se ainda estamos na condição de solteiros e filhos, que possamos amar nossa mãe, nossa irmã, e nossa família como um todo, do modo que Deus espera.
Para os que se envolvem sentimentalmente com moças sem a intenção de caminhar rumo ao matrimônio um aviso: mesmo que elas não possuem um representante oficial de Cristo na terra (um marido) elas estão sob a tutela do próprio Cristo. Cuidado para não defraudar aquela a quem Cristo deseja entregar para um HOMEM, não para um MENINO.
Para as que se permitem o envolvimento com um homem não bíblico e que não expõe de modo incisivo sua intenção de casamento: o mesmo Cristo cobrará de você responsabilidade para quem você doa seu coração e sentimento. Não se permita viver situação assim. Você também deve arcar com aquilo que Deus designa para si: a feminilidade bíblica.
Se há algum rapaz que ainda não entendeu a importância do amor sacrifical e o quanto ele caminha ao oposto de atitudes defraudadoras meu conselho é: arrependa-se!
Se há alguma moça que ainda se permite ser refém de sentimentos opostos aos bíblicos, que cede tempo e espaço para homens não bíblicos: arrependa-se!
SEJAMOS HOMENS e assumamos a responsabilidade.
SEJAM MULHERES que assumam responsabilidades.
Que Deus nos ajude a sermos sacrifícios vivos, para a glória dEle. Que Ele nos ajude a chegarmos em arrependimento.
Amém!
Danilo Aires.
(A reprodução do texto é autorizada, desde que sejam citados autor e blog).



Excelente reflexão! Muito pertinente nos nossos dias. Edificou-me bastante. Que o Deus eterno os abençoe sempre!
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